Soa como
Pumpkins fazendo uma releitura própria em modo semi-acústico.
Cadáver americano
Lembra de como Zeitgeist, o lançamento anterior do Smashing Pumpkins, absolutamente não definia uma época? American Gothic parece ter o mesmo defeito: de americano, muito; de gótico, só se for o sobretudo manjado de Billy Corgan.
Fosse apenas essa a falha do trabalho, a brincadeira estaria já de bom tamanho. Acontece que Corgan e Jimmy Chamberlin cunharam quatro canções iguais a todas aquelas que você já ouviu antes sob o rótulo de Smashing Pumpkins, com a diferença de que boa parte das guitarras deu lugar a violões. E é isso. Um título que soa comercial demais para um trabalho medíocre e meio adolescente boboca.
Fica claro em American Gothic que singles memoráveis como Today, Disarm, Bullet With Butterfly Wings, 1979, Tonight, Tonight, Ava Adore e The Everlasting Gaze só irão aparecer daqui para frente se forem uma repaginação deles mesmos. E, se o objetivo era ser gótico, devo dizer que Mellon Collie and the Infinite Sadness e Machina/The Machines of God eram muito mais eficientes na tarefa.
Vale a pena ouvir
Pox: A única faixa que ainda traz um pouco daquela legítima tensão e inquietude que o bom rock alternativo dos anos 90 tinha em cada acorde.
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1 Luiz Fukushiro // mar 5, 2008 at 10:56 am
hoje mesmo estava ouvindo os clássicos da banda e agora tenho certeza: esse disco tá longe de ser bom. naquela época ainda dava para sentir um arrepio ouvindo smashing pumpkins, mesmo só com violão. agora virou música de elevador.
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