Soa como

QUESTIONS
Fight For What You Believe
   
Veteranos do hardcore paulistano juntaram o lançamento do segundo álbum com um passaporte cheio de carimbos
Soa como
Um show do Questions, mas sem a energia da experiência ao vivo.
Representando os paulistanos
São Paulo tem algumas tradições enraizadas. Parte delas, como o alto número de pizzarias e botecos per capita, são notadas por qualquer um que dê uma volta por seu respectivo bairro – seja este os Jardins ou a Vila Brasilândia. Outras se mantém mais restritas, como é o caso da cena hardcore: numa metrópole onde vivem quase 11 milhões de pessoas, não deveria ser de se admirar que tivéssemos boas bandas tocando nos bares, festivais e casas noturnas que dão espaço ao gênero. O Questions é uma delas.
Na ativa desde 2000, o Questions tem no currículo uma demo, um mini CD, alguns vídeos, um documentário, shows com Ratos de Porão, Sick Of It All e Sepultura, dois álbuns e uma recente turnê européia, que entre março e maio deste ano passou por lugares tão díspares quanto Portugal, Hungria, Holanda e Letônia. O baixista Marcelo, em entrevista ao Tramavirtual, lembrou, inclusive, que eles foram a primeira banda brasileira a tocar, por exemplo, na Bulgária. “Nem o Sepultura tinha tocado em Sofia, que é a capital do país”, disse, na ocasião.
A banda mostra em Fight For What You Believe, lançado em março pela independente Liberation Music Records, as características que a elevaram ao patamar de nome forte do hardcore brasileiro.
Bateria rápida, vocais guturais, guitarra e baixo compondo uma pedrada sonora coerente com os mosh pits violentos que se desdobram em seus shows, letras em inglês, temas politizados, músicas de curta duração com estrutura constante e um tempero thrash metal para completar. São vinte e nove minutos de porrada, sem trégua, com direito a participação de um grande ídolo dos integrantes, Iggor Cavalera, na última faixa (Conscience).
Fight For What You Believe não tem a pretensão de mostrar ao mundo inovações técnicas ou conceituais. É um disco de hardcore competente, que só vem acrescentar à discografia do estilo no Brasil.
Nota    
O álbum poderá parecer uma sucessão de canções exatamente iguais para o ouvinte de gêneros musicais mais leves ou refinados. Pouco importa, pois os fãs de hardcore aprovarão o álbum sem problemas.
Vale a pena ouvir
Feed The Machine: para representar o trabalho do Questions como um todo.
Loyal Front: para representar o que as bandas da cena andam fazendo Grande São Paulo afora.
Conscience: Faixa com a pegada mais “radiofônica” (se hardcore tocasse no rádio, é claro). Ouça a versão com Iggor Cavalera – tem o gostinho da empolgação dos caras em tocar com alguém que admiram.
Vale a pena ouvir
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