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Treze gatos malhados para uma sexta-feira 13

No Dia Mundial do Rock, relembramos treze micos clássicos de alguns dos seus rockstars preferidos

Nada melhor do que uma boa história para comemorar um dia especial, certo? O leitor de escatumbalera, então, não tem do que reclamar: para celebrar a memorável data de hoje, selecionamos treze bons causos que habitam o imaginário de cada fã [...]

por Silvana Salles
13 julho, 20083:11 pm

No Dia Mundial do Rock, relembramos treze micos clássicos de alguns dos seus rockstars preferidos

Nada melhor do que uma boa história para comemorar um dia especial, certo? O leitor de escatumbalera, então, não tem do que reclamar: para celebrar a memorável data de hoje, selecionamos treze bons causos que habitam o imaginário de cada fã de rock Brasil afora. E sendo Dia Mundial do Rock, não faltará drogas, sexo, escatologia e intrigas.

Fiquem, portanto, com treze casos que deveriam ter envergonhado seus protagonistas, se ao menos eles tivessem vergonha na cara ou senso de ridículo.

  1. O melhor pior show do mundo

    Janeiro de 1993. O Nirvana, em sua passagem única pelo Brasil, faz o pior show de sua história no estádio do Morumbi, em São Paulo. Quem viu diz que a banda parecia não fazer idéia do que estava fazendo no palco. Não contente, Kurt Cobain, em ato de redenção pessoal, mostrou o pinto especialmente para as câmeras da Globo. Detalhe: o show estava sendo televisionado ao vivo em rede nacional. A transmissão foi imediatamente cortada e a apresentação é até hoje incensada como uma das mais fantásticas que Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic deram ao mundo.

  2. 11 de setembro é o c*****o

    Porto Alegre, 2 de outubro de 2001. O virtuoso Yngwie Malsmteen, sueco radicado nos Estados Unidos, toca o hino norte-americano já nos fins do show. A execução do guitarrista para The Star-Spangled Banner é recebida pelo público porto-alegrense com vaias e gritos de “Bin Laden! Bin Laden!”.

  3. “Nós queremos o seu dinheiro”

    A frase saiu da boca de John Lydon, antigamente conhecido como Johnny Rotten. Em 1996, o Sex Pistols saiu em turnê mundial com os quatro integrantes originais da banda (John Lydon, Steve Jones, Glen Matlock e Paul Cook). Foram 78 datas, sob o nome de Filthy Lucre Tour – alcunha que resumiu bem o espírito da reunião. Reza a lenda que Lydon foi pego em pelo menos um show lendo as letras das músicas de um papel em sua mão. A turnê caça-níquel rendeu um álbum (Filthy Lucre Live), um single (a versão ao vivo de Pretty Vacant) e, mais recentemente, um livro contando os bastidores daqueles dias sombrios. The Filthy Lucre Tour: A Personal Diary of The Sex Pistols 1996 World Tour, aliás, foi escrito por Glen Matlock e tem lançamento marcado para o próximo 1º de setembro.

  4. Maus perdedores

    Porto Alegre, mais uma vez: em maio de 1999, o Metallica se apresentou no Jockey Club, com abertura do Sepultura. Eram tempos de Garage, Inc., e o que era para ser um show apoteótico dos americanos acabou sendo o grande triunfo dos brasileiros – a porrada sonora do Sepultura empolgou muito mais o público que o bem-bolado do Metallica. Resultado: dois dias depois, em São Paulo, o Sepultura tocou com o som curiosamente baixo demais, o que viria a se repetir no show seguinte, no Rio de Janeiro. James Hetfield e Lars Ulrich nunca explicaram o que houve na ocasião, mas, por estas terras “em desenvolvimento”, Igor Cavalera e companhia disseram nunca terem sofrido tamanha decepção com seus ídolos quanto naquele 8 de maio, no Anhembi.

  5. Migué, mas com balada

    Deve ter sido previamente arquitetado. No começo da gravação do Acústico MTV do Oasis, Noel Gallagher avisou que o irmão e vocalista Liam estava doente e não poderia participar do show naquela noite de 23 agosto de 1996. Portanto, ficaria a cargo dele próprio assumir os vocais. Acontece que, durante a apresentação, um dos câmeras flagrou Liam Gallagher tomando uma brejinha no mezzanino. Sir Paul McCartney não deve ter gostado da postura do conterrâneo, porque depois deu uma declaração à imprensa dizendo que o Oasis podia muito bem demitir Liam, já que Noel era um cantor muito melhor.

  6. Verdade inconveniente

    Reza a lenda que, em uma das várias passagens do Motörhead pela Alemanha, o vocalista Lemmy Kilmister causou mal estar generalizado na platéia por conta de uma frase, digamos, fora de lugar. A banda tocava no famoso estádio de Nuremberg, célebre pelos jogos de futebol e pelos comícios protagonizados por Adolf Hitler durante o Terceiro Reich. Lemmy, querendo animar a galera, lançou a seguinte:

    ― Vocês fizeram muito mais barulho do que isso em 1937!

  7. As vaidades do Rei

    Não, não estamos falando de Roberto Carlos. Trata-se de uma lenda já antiga, que o site Snopes.com afirma de fato ter acontecido. Julho de 1975, Virginia, EUA. Elvis Presley já estava em sua fase final, bancando o crooner de si mesmo. Durante um show na cidade de Norfolk, o cantor disse que o pessoal que fazia os backing vocals estava com hálito de bagre. Ofendidas, três garotas de um total de dez cantores desceram do palco para não subir mais naquela noite. Até hoje, ninguém sabe o que exatamente ele quis dizer com a palavra “bagre”.

  8. Marca registrada

    Uma clássica. Ozzy Osbourne, em show da turnê de Blizzard Of Ozz, mordeu a cabeça do morcego. Um fã havia atirado o bicho no palco, e Ozzy, achando que tratava-se de um boneco, resolveu arrancar a cabeça dele no dente. O resto, como diriam os gringos, é história. No fim da primeira temporada de The Osbournes, o “Príncipe das Trevas” fez um mea culpa interessante sobre o caso. Disse que ficou tão chocado quanto o resto do mundo quando viu que o morcego era de verdade, e que depois disso os fãs começaram a jogar todo o tipo de coisa no palco para ele dar umas dentadas: pombas, bonecas, bichos de pelúcia etc. Ozzy, na ocasião, contou que certa vez jogaram um boneco tão grande que ele achou mesmo que fosse um bebê.

  9. Eles perseguem

    Sabe aquele adesivo escrito “Parental Advisory: Explict Content”, que vem estampado na capa de alguns discos? Pois Jazz From Hell, álbum de 1986 do controverso Frank Zappa, recebeu um desses da famigerada RIAA (Associação da Indústria Fonográfica Americana). A graça da história é que o disco é todo instrumental.

  10. A primeira vez a gente nunca esquece

    Que Iggy Pop e Nico tiveram um tórrido e curto romance em finais dos anos 60, não é segredo para ninguém. O que muitos só vieram a saber com a publicação do livro Mate-me Por Favor – Uma História Sem Censura do Punk é que a loira foi a responsável pela primeira gonorréia da vida de Iggy.

  11. O real culpado

    Em 1967, o The Who fez uma ponta como convidado musical no programa Smothers Brothers Comedy Hour – uma espécie de Saturday Night Live das antigas. Keith Moon havia planejado um gran finale com direito as explosivos levando abaixo sua bateria. Acontece que Moon calculou errado a quantidade de explosivos que deveria pôr no bumbo de seu instrumento. A explosão acabou não só causando o efeito pirofágico desejado. Também contribuiu maciçamente com a surdez irreversível de Pete Townshend.

  12. Faltaram uns hippies

    O ano de 1999 teve seus altos e baixos para os Red Hot Chili Peppers. Um boicote mal recebido pelos fãs (e pelo ex-guitarrista Dave Navarro) às músicas do álbum One Hot Minute, uma treta com Mike Patton. Mas Californication ia bem, é verdade. Os Peppers estavam no topo de sua popularidade em anos. Aí veio o Woodstock, idealizado para celebrar os 30 anos do lendário festival e promover o espírito de paz e amor de 1969. Bem, Woodstock ‘99 ficou para história pela falta de água, banheiros toscos, filas gigantescas, segurança deficitária, depredações, estupros, prisões, um caso de violência generalizada durante o show do Limp Bizkit (gente foi pisoteada, alguns garotos disseram depois que achavam que iam morrer e os corneteiros de plantão culparam Fred Durst e trupe de incentivar os baderneiros com suas letras) e o incêndio seguido de tumulto durante o show do Chili Peppers. Enquanto Anthony Kiedis cantava Fire, de Jimi Hendrix, uma torre de som pegava fogo e a multidão gritava “We don’t need no water, let the motherfucker burn, burn motherfucker, burn!”

  13. Menção honrosa para o Rock In Rio

    A terceira edição do Rock In Rio, em 2001, certamente foi muito menos trágica que o terceiro Woodstock. O que não evitou o fiasco do show de Carlinhos Brown, que levou vaias e garrafadas – de plástico, oras – dos fãs de Guns N’ Roses e tentou sem êxito desafiar a platéia cantarolando o Hino Nacional. Tampouco impediu um juiz da 1ª Vara da Infância do Rio de Janeiro de dar ordem de prisão a Nick Oliveri, baixista do Queens Of The Stone Age, ainda no começo da apresentação, por atentado ao pudor. A farofada acabou com o peladão Oliveri vestindo uma peça de roupa para apaziguar os ânimos. Mas foi triste ver que Valéria Valenssa pode; roqueiro gringo não.

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1 response so far ↓

  • 1 verena // jul 16, 2007 at 3:40 pm

    silvanete! gostei do post, mt ao estilo mtv+, top alguma coisa. isto significa q em breve o escatumbalera contará com telejornal? hehe.. discussões no bar gravadas..
    beijocas!

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