Fernando Ramos

5 de junho de 2010
17:45

Post-what?

Em seu segundo disco, Future Islands arrisca criar mais um sub-sub-gênero

In Evening Air

Future Islands
In Evening Air

Thrill Jockey, 2010

  1. No meio de tantas outras bandas que se jogam no revival de tudo o que é 80′s, o Future Islands já soa bastante promissor em seu segundo álbum, In Evening Air.
  2. A banda é recente, e ainda pouco se encontra sobre ela na www. Sabemos que é formada por ex-estudantes de arte em Baltimore, EUA, e que ganhou alguma notoriedade abrindo uma turnê americana do Dan Deacon.
  3. Foi nestas apresentações que o  público pôde notar o estilo performático do vocalista Samuel T. Herring. Ele faz ótimo trabalho em dotar o clima mais dramático e decisivo que encontramos em In Evening Air de uma leveza e jovialidade que rendeu à banda comparações ao MGMT.
  4. A capinha, dramática e teatral como a banda e cheia de referências orientais, é bem legal e é feita por uma integrante da banda, que ainda toca num projeto paralelo, Art Lord & the Self-Portraits, esse sim com mais de um pé na new-wave e synth-pop.
  5. A própria banda se classifica como “post-wave”, e parece uma boa definição: o FI tem entre suas particularidades criar canções essencialmente pop, que investem pesado em melodias grudentas, teclados ensolarados e coloridos. mas tudo isso é feito com a pegada tensa e pós-punk do baixo e da batera, opostos que Herring parece sintetizar em sua voz e letras.
  6. Assim, é só ouvir o disco para pipocarem as referências: In Evening Air dialoga tanto com B-52′s e Joy Division/New Order quanto seus releitores mais atuais (Pulp, Interpol, MGMT, Phoenix). Comece por Long Flight,  a faixa 2.
  7. Aproveite para fuçar os vídeos da banda (go Youtube!), deliciosamente baixo-orçamento, que enfatizam bem mais o lado new-wave brincalhão do FI. Destaque para The Happiness of Being Twice (esta não está no álbum).
  8. Quando aquele seu amigo indie-geek perguntar se você sabe o que é post-wave, faça aquela cara de blasé. =)

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