Laura Fia

7 de junho de 2010
0:23

Sacudindo a poeira

Band of Horses de volta, cada vez mais animadinho.

Band of Horses - Infinite Arms

Band of Horses
Infinite Arms

, 2010

  1. É o Band of Horses, aquele grupo de barbudos que vestem xadrez e empunham instrumentos diversos (nada muito radical, apenas as guitarras e baterias de sempre) que alcançou certa fama no início dos anos 2000 com o álbum Everything All the Time, do qual saíram singles como Funeral, talvez seu maior sucesso até hoje. A música foi parar em filmes, seriados, jogos e vários outros lugares em que um grupo de alt-country possa ser encaixado (ou não).
  2. Parecem estar mais animados com a vida. Infinite Arms, ouvido inteiro, dá a impressão de que muita da tristeza presente em Cease to Begin, seu segundo álbum, se foi. Não por completo, claro, consumo de álcool e de músicas tristes são citados. Ainda assim, faixas como Laredo deixam uma impressão de que as coisas estão mudando, talvez a vida no sertão já não seja mais a mesma para eles. Talvez eles nem vivam em um tipo de sertão, mas é a impressão que fica.
  3. Mostram uma maior preocupação com arranjos e com toda a parte técnica da gravação, resultado talvez da presença maior de instrumentos elétricos em um estado mais cru.
  4. Os arranjos vocais também estão muito bem elaborados. Chega a soar como o Fleet Foxes.
  5. A capa é uma beleza.
  6. Mesmo assim, Infinite Arms deixa uma impressão incômoda de que a banda simplesmente desistiu de inovar. Se comparado aos álbuns anteriores, mostra um certo apelo pop, como se os músicos estivessem tentando frear sua própria ousadia, parando em um ponto onde tudo parece muito confortável.
  7. Não é sempre que se vê homens vestidos como lenhadores sendo tão simpáticos.

0 comentários