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It’s Britney bitch!

BRITNEY SPEARS
Blackout

A anti-diva do pop está de volta e por cima da carne seca

Compre na Amazon

Soa como
Se você estivesse numa balada boa, com um extra-touch
E a diversão recomeça
Pois é. E não é que aconteceu? Depois de toda a zona dos últimos tempos, Blackout acabou saindo mesmo! Explicando o significado de “zona”, de uma forma mais [...]

por Maíra Borges
29 outubro, 200810:59 pm

Soa como


BRITNEY SPEARS

Blackout


A anti-diva do pop está de volta e por cima da carne seca

Compre na Amazon

Soa como

Se você estivesse numa balada boa, com um extra-touch

E a diversão recomeça

Pois é. E não é que aconteceu? Depois de toda a zona dos últimos tempos, Blackout acabou saindo mesmo! Explicando o significado de “zona”, de uma forma mais concisa, pra quem tá por fora: Depois de casar com aquele maconheiro metido a rapper, ter duas crias, cair na balada todos os dias da semana, beber e usar tóxicos loucamente, raspar a gadeia, atropelar e bater nas pessoas, ser detida algumas vezes, perder a guarda das crias, entrar e sair de rehabs, dar vexame em programas televisivos e muito mais, nossa querida Britney Spears resolveu retomar a finada carreira depois de três anos largada às traças.

E muita gente achava que Blackout ia ser o fiasco dos fiascos, o bafo dos bafos, a porcaria das porcarias, praticamente a coisa mais ridícula que surgira na indústria musical em 2007. Mas os que pensaram assim caíram do cavalo. O álbum é bom! Muito melhor do que o que qualquer pessoa esperava. Melhor que In The Zone, seu último trabalho, no qual Madonna tentou, tentou e tentou ajudar, mas não fez muita diferença.

Mas enfim. Sabe aquela balada boa, Com músicas divertidas e batidas supimpas, na qual você se acaba de dançar? É a isso que se resume o álbum. Muita influência eletrônica e sintetizadores bacanas. A voz da moça não é lá essas coisas mesmo, então em quase todas as músicas ela aparece meio distorcida, mas não que fique ruim, acaba sim é combinando com toda a mistura. Porque é isso que o pop contemporâneo virou: uma mistura de r&b e música eletrônica, perdendo todo o charminho que tinha quando se condensava naquela coisa fofinha pré-adolescente de antes, como era o …Baby, One More Time, a não ser por raras exceções. Mas, como todos sabem, tudo tem seu outro lado. Deixou de ser meigo e passou a ser mais vibrante, com batidas aperfeiçoadas e letras mais assanhadas, e mesmo não tendo o melhor conteúdo do mundo, ainda assim são divertidas.

Algo que se deve saber sobre o álbum é que ele, com certeza, não foi feito para pessoas sem vida social que não costumam dançar, freqüentar baladas ou ouvir músicas que tocam nas rádios sem reclamar. Se você é muito indie pra gostar desse tipo de coisa ou se já tem o costume de formar opiniões tendenciosas sobre a moça, então provavelmente - e que fique bem claro que provavelmente, não significa “com certeza” - esse álbum não vai lhe apetecer muito.

É gente, temos que dar o braço a torcer, pois a dona Britney surpreendeu com um trabalho até que muito bem feito pelo que se esperava, deixando muita gente de cara no chão, por mais uó que esteja sua situação no momento.

Notas

Maíra
Não é tão genial se comparado a …Baby, One More Time, mas também não é seu pior. Não mesmo. Quer se divertir? Então ouça!

Fukushiro
Britney pode não ter feito o melhor disco da carreira dela, mas ainda consegue a façanha de construir (ou terem construído a ela) refrões viciantes, como Gimme More e Toy Soldier. Vai tocar na baladinha e todo mundo vai aprovar.

Brito
Assimov nos perdoe, mas se o pop do futuro for assim, estamos perdidos!

Vale a pena ouvir

Gimme More: Batidinha divertida com refrão viciante. O que mais se pode querer? Moaaa! Gimme gimme moaaaa!

Radar: Umas das faixas onde você sente todo o efeito simpático dos sintetizadores.

Break The Ice: Melhor faixa do álbum! Ouça e sinta-se no meio de uma das baladas mais divertidas.

Toy Soldiers: De tão estranhos os barulinhos chega a ficar interessante, muito interessante.

Vale a pena ouvir

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