Soa como
Um genérico moderninho da era disco.
Sem copiar demais
Chega uma hora na vida de quem escuta muita música que dá impressão que tudo é um dejà ouvi. Com o The Feeling é assim, momentos mais, momentos menos. O que mais se percebe é uma retomada de uma vertente do glam e do hard rock que era representada pelo Queen. Mas com a diferença de que o britpop também está lá encravado.
O maior defeito de Join With Us são os refrões. As letras costumam vir bem, mas o refrão é quase sempre igual. As exceções são a primeira e última faixas, I Thought It Was Over e The Greatest Show On Earth. A primeira é dançante, a última uma balada.
E no fim das contas é assim o álbum inteiro, com poucas variações, pendendo um pouco mais para as dançantes. E quando o negócio não é balada, é música para pista, mas não da maneira dos anos 2000. O negócio do The Feeling é realmente os anos 1970 e eles tocam rock de uma maneira disco. E escrevem letras de uma maneira Freddie Mercury.
Vale a pena ouvir
I Thought It Was Over: Primeiro single, abre o disco, a música mais completa (seja lá o que eu queira dizer com isso).
Join With Us: Uma lembrança remota de Beatles que não aparece mais no álbum é suficiente pra garantir um lugar nessa seção.
Don’t Make Me Sad: Como o Queen tocaria se a banda começasse hoje, eu acho.
The Greatest Show On Earth: Tentativa um pouco forçada de criar um épico, que só é épico porque chega perto dos nove minutos de duração. Mesmo assim é boa.
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