Soa como
Travis à Good Feeling, bem mais pesado
Meio-termo também é bom
Apesar do nome (e também do endereço de internet, que adiciona “lovesyou” no final), Sons And Daughters não é o que parece: uma banda fofa. This Gift é o terceiro álbum do grupo, melhor que os dois primeiros, pois parece há uma maturação. Um bom indicativo disso são as bandas das quais fizeram parte os integrantes, The Zephyrs e Arab Strap, o que significa que não é mais uma molecada que aparece por aí.
Os dois fatores (a não-fofura e a não-molecagem) foram boas surpresas. O som da banda é bem grave, ao contrário da voz de Adele Bethel, mas parecido com a de Scott Patterson (que no papel é um segundo vocalista, mas na prática é quase um backing vocal).
O primeiro single é a faixa de abertura Gilt Complex, uma das mais pesadas e rápidas. O segundo é Darling, que tem um estilo semelhante, mas com uma letra mais cantável e engraçada, além de um refrão muito bom. Em ambas músicas (e algumas outras ainda) o peso começa alto e acaba diminuindo. Particularmente eu prefiro as músicas em que há mais uniformidade, como na faixa título This Gift.
Como disse um pouco antes, Sons And Daughters se destaca numa época em que, apesar de algumas boas bandas, parece haver apenas duas opções, o clichê e o non-sense.
Vale a pena ouvir
Split Lips: Música mais tranqüila do álbum, ainda assim é rápida, boa letra.
Rebel With The Ghost: Faixa boa pra tocar em rádio. Deve ser boa ao vivo também, apesar do refrão ser muito longo.
Darling: O refrão mais legal. Eu sempre gosto da piada de “torcer a faca”. Aqui ela é torcida para dentro e para fora.
Goodbye Service: É o que mais chega perto de um épico, jeito ideal de se encerrar um álbum.
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