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notas

 
 3.3
 
 3.5

Tudo parecia rotineiro, a platéia, o lugar. Pra mim era novidade, e não foi das ruins.


 
 3

Um showzinho simpático para um domingo à tarde, tirando que eu quase não ouvi as guitarras.


 
 


 
 


 
 


 

Treinando para as multidões

Fãs fiéis cantam (quase) tudo

por Daniel Andreazzi
21 março, 20084:30 pm

Banda de rock independente também tem tiete. E não entenda como independentes nomes como NX Zero ou Fresno (que, aliás, eu “perdi” num show duplo domingo, ufa). Esses Definitivamente estão no mainstream. Nem Los Hermanos, que surgiram no underground, chegaram ao estrelato, voltaram a se esconder e, até que sem querer, voltaram a ter um hit para fãs efêmeros.

Já o Ludov, cujos maiores sucessos são Dois A Rodar e Princesa – que nem de longe foram uma Anna Julia – tem sim fãs assíduos, que cantam todas as músicas e lotam os shows. Foi assim no Centro Cultural São Paulo.

Aliás, a banda não tocou seus maiores hits, atitude bem Los Hermanos, apesar dos relatos de que geralmente são tocadas. No palco, a atitude do Ludov é bem menos britânica que em estúdio. Os músicos vivem trocando de lugar, Vanessa Krongold dança de um jeito meio esquisito o tempo todo e faz o roadie se desdobrar em desenrolar o fio do microfone do pedestal. Além disso, o corneteiro Fukushiro tem razão quando diz que ao vivo a voz de Vanessa perde a doçura.

O bis foi um dos pontos mais altos do show, quando Vanessa disse que “eles voltaram órfãos e queriam pedidos”. Foi aí que tocaram Estrelas, música das mais pedidas, junto com Rubi (que estava no set-list inicial). Já Elastano foi um pedido ignorado. Ponto baixo, pelo menos para parte da platéia, é a hora em que tocam Delírio, quando o guitarrista Mauro Motoki incorpora Guilherme Arantes. Ele senta no teclado e só falta começar a cantar “Terra, planta água!”.

A última, para dar uma noção de quanto a tietagem é forte: na breve ausência do palco antes do bis, a banda foi, literalmente, saqueada. Os fãs pegaram os set-lists espalhados no chão, palhetas e até uma garrafa de água. Até a banda achou estranho e reclamou, não tinham nem como tocar, pediram palhetas emprestadas da platéia. Eu não quis ficar pra ver como foram os camarins.

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LUDOV
@ Centro Cultural São Paulo, SP

15-mar-2008
 

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