Soa como
Uma coisa meio africana, meio caribenha.
Era uma vez em uma universidade…
O tal do indie, por mais indie que seja, parece que perdeu a inocência. Tudo é grande, tudo é over. Mas aí chega um tal de Vampire Weekend, prova que ainda existem bandas universitárias boasEzra Koenig (vocais e guitarra),
Rostam Batmanglij (teclado, guitarra e vocais), Chris Tomson (bateria) e Chris Baio (baixo) se conheceram na Universidade de Columbia. Aí resolveram montar uma banda. Aquela velha história., mesmo em um disco que não traz nada de fenomenal. Mas é de um acabamento e uma sutileza incríveis.
Uma mistura de pop/rock convencional, sem batidas eletrônicas ou estripolias sintetizadas, eles investiram na qualidade da instrumentação. O “Upper West Side Soweto”, como se auto-definiram, utiliza uma estrutura simples, produção própria, gravações improvisadas – incluindo uma em um porão, que disseram ter uma acústica ótima – e letras de uma certa inocência, um conjunto de fatores que dá esse tom universitário, descompromissado e divertido.
Mas só de ouvir uma vez, ao reparar a bateria muito bem afinada e fazendo viradas mil, os riffs bem trabalhadinhos e um baixo que leva o disco inteiro de pouco mais de meia hora, você vê que é um pessoal que sabe o que faz.
Seja num churrasco de domingo, relaxado numa rede, numa baladinha ou no carro, o Vampire Weekend funciona. E talvez nem fosse a idéia deles.
Vale a pena ouvir
Mansard Roof: Tem uma pegadinha reggae no começo, aí fica mais animadinha. Pede um pulinho.
Cape Cod Kwassa Kwassa: Gilberto Gil tocando forró-reggae-etc deveria ser assim.
Campus: Essa dá pra cantar o refrão junto numa boa.
Walcott: Bonitinha. Acho que é por causa do teclado/pianinho.
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