Soa como
Uma continuação de Supposed Former Infatuation Junkie.
Foram quatro anos, mas pareceram dez
Alanis Morissette parecia estar num limbo do pop. Nos anos 90, sua parceria com o produtor Glen Ballard rendeu o quase unânime Jagged Little Pill e o voltei-da-Índia-e-fiquei-zen Supposed Former Infatuation Junkie. Depois do seu acústico, vieram mais dois álbuns de inéditas que, assim, ninguém lembra muito. Foi pro limbo.
Mas parece que Guy Sigsworth conseguiu tirar Alanis dessa. E veja só, nem precisou de uma viagem à Índia ou terminar um relacionamento de forma desastrosa.
Cheio de reflexões sobre o mundo e a vida, Flavors Of Entaglement parece uma continuação lógica de SFIJ, como se fossem necessários dez anos para a cantora amadurecer ou resolver voltar ao que era. E soa tudo muito eventual: não dá pra ver pretensões de ser um grande marco na música nem de emplacar hits. Musicalmente, nada de experimentalismos excessivos, mas para parâmetros Alanis, a coisa mudou. Está tudo bem mais eletrônico, no entanto a voz e as letras da canadense se encaixam nisso, não soa forçado. Guy tirou da Alanis a sua essência e só colocou uma roupa nova.
Daria para comparar Flavors Of Entaglement a Ray Of Light, da Madonna. Você sabe quem está cantando, identifica a marca do artista, mas não imaginava essa possibilidade. Foram quatro anos de espera para um álbum novo, mas valeu a pena. Mesmo para aqueles que esperaram os dez anos.
Vale a pena ouvir
Citizen Of The World: Tem uma coisa natureba, uma coisa budista, uma coisa global.
Versions Of Violence: Momento crítica do disco. Tem uma batida forte, um refrão que dá até pra ensaiar um coro de protesto.
Moratorium: Confessional até o talo, tem uma batida boa que, olha, dá até pra dançar.
Not As We: Alanis no mais puro sentido de ser: falando de um relacionamento mais-ou-menos.
|
0 responses so far ↓
There are no comments yet...Kick things off by filling out the form below.
You must log in to post a comment.