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Alanis voltou a ser ela mesma. Não precisou ficar brava, mas afinal, os anos 90 já se foram.


 
 


 
 


 
 


 
 


 

Nem precisou ficar brava

Parece que só agora Alanis resolveu dar continuidade a Supposed Former

por Luiz Fukushiro
11 junho, 20082:44 am

Soa como

Uma continuação de Supposed Former Infatuation Junkie.

Foram quatro anos, mas pareceram dez

Alanis Morissette parecia estar num limbo do pop. Nos anos 90, sua parceria com o produtor Glen Ballard rendeu o quase unânime Jagged Little Pill e o voltei-da-Índia-e-fiquei-zen Supposed Former Infatuation Junkie. Depois do seu acústico, vieram mais dois álbuns de inéditas que, assim, ninguém lembra muito. Foi pro limbo.

Mas parece que Guy SigsworthGuy começou a ter visibilidade quando trabalhou com Björk em Post, mas também foi metade do Frou Frou, trabalhou com Imogen Heap, Madonna e Britney Spears. Crazy, do Seal (que Alanis já regravou), foi produzida por ele. conseguiu tirar Alanis dessa. E veja só, nem precisou de uma viagem à Índia ou terminar um relacionamentoExiste até uma piada no mundo da música que diz que somente se Alanis tivesse uma grande inspiração tragediosa ela conseguiria fazer um álbum bom de novo. Isso tudo porque ela soltou os cachorros e filosofou sobre a vida em Jagged Little Pill (destaque para You Oughta Know). Vai ser confessional assim lá no Canadá. de forma desastrosa.

Cheio de reflexões sobre o mundo e a vida, Flavors Of Entaglement parece uma continuação lógica de SFIJ, como se fossem necessários dez anos para a cantora amadurecer ou resolver voltar ao que era. E soa tudo muito eventual: não dá pra ver pretensões de ser um grande marco na música nem de emplacar hits. Musicalmente, nada de experimentalismos excessivos, mas para parâmetros Alanis, a coisa mudou. Está tudo bem mais eletrônico, no entanto a voz e as letras da canadense se encaixam nisso, não soa forçado. Guy tirou da Alanis a sua essência e só colocou uma roupa nova.

Daria para comparar Flavors Of Entaglement a Ray Of Light, da Madonna. Você sabe quem está cantando, identifica a marca do artista, mas não imaginava essa possibilidade. Foram quatro anosAlanis disse em entrevistas que precisava gravar, porque já tinha enchido sete cadernos com idéias e ela geralmente grava quando junta dois. Foram compostas 25 músicas. As que não estão no álbum vêm na edição deluxe e como lados B. Isso ajuda para resultar em um bom álbum: poder selecionar. de espera para um álbum novo, mas valeu a pena. Mesmo para aqueles que esperaram os dez anos.

Vale a pena ouvir

Citizen Of The World: Tem uma coisa natureba, uma coisa budista, uma coisa global.

Versions Of Violence: Momento crítica do disco. Tem uma batida forte, um refrão que dá até pra ensaiar um coro de protesto.

Moratorium: Confessional até o talo, tem uma batida boa que, olha, dá até pra dançar.

Not As We: Alanis no mais puro sentido de ser: falando de um relacionamento mais-ou-menos.

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ALANIS MORISSETTE
Flavors Of Entanglement

 

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