Soa como
Música de menininha com acabamento de gente grande.
A nova Amy?
Antes de tudo, vale esclarecer. O sedento-pelo-novo–maior-artista-da-semana jornalismo musical inglês já chama Adele de a “nova Amy Winehouse”. Tudo bem, a moça tem um vozeirão, mas musicalmente ela pode ser a nova Feist, a nova Regina Spektor, a nova qualquer Cat Power… Portanto optemos por chamá-la simplesmente de mais uma nova voz feminina por aí.
Isso posto, vale dizer que Adele tem seu valor em meio ao cansativo mundo das menininhas cantantes. Seu álbum de estréia, 19 possui uma magia de certa forma atemporal tanto pelo jeito em que a voz é trabalhada como pelo calculado uso da instrumentação, sem exageros. É um banquinho um violão e uns temperos para não ficar chato demais – aliás, as músicas voz/violão podem soar repetitivas às vezes.
Uma coisa é quase certa: querendo ou não, você vai ouvir Chasing Pavements neste ano – é uma música pronta pras rádios, pra trilha de Grey’s Anatomy, para a nova novela das sete. É bonitinha, tem um refrão pra lá de catchy. Além disso, o disco é eclético, embora seja bastante fechado e coeso. Há momentos mais sexy, como em Cold Shoulder e My Same, que trazem até uma batida mais eletrônica, momentos pop demais, como em Tired, momento fofo em First Love… diversas nuances, mas sempre de uma forma leve, pra cima, um clima jazz, sem tempo ruim.
Vale a pena ouvir
Best For Last: Tem uma batidinha no refrão que é ótima.
Chasing Pavements: Ouviu, gravou o refrão. Sem erro.
Cold Shoulder: A voz dela combina até com o arranjo mais moderno da música.
My Same: Um toque sexy no jazz, com direito a “do-doo-doo”.
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