| Como quem não quer nada, fomos à Funhouse pelo simples belprazer de ir lá. Na porta, a pergunta: “O que tem hoje?”. Terra Celta. Uma banda de Londrina. Será música celta? Hm. Desconfiança.
Totalmente à toa: a banda tinha sim seu pezinho no celta – acho que isso explica um sanfoneiro e um violonista vestindo kilts e um outro integrante com um chapéu de leprechaun. Mas o Terra Celta foi além e misturou um monte de coisa no meio que você nem sabe mais o que é e de onde veio. O som é, usando todos os clichês possíveis, uma mistura de Coors, Velhas Virgens, uma banda tradicional de Joinville e uma dupla sertaneja.
Mas sem enrolação, vale comentar esse show por itens:
- Bem no comecinho, eles foram de Dropkick Murphys, com I’m Shipping Up To Boston. Mais apropriado impossível.
- De tanto em tanto eles emplacavam algumas músicas instrumentais, de nomes incompreensíveis. E não desanimava a platéia. A coisa virava um misto de Oktoberfest com baile do porão do Titanic. Ou festa junina. Ou show sertanejo (sanfona tá aí pra isso).
- Meu, Whiskey In The Jar. Genial. E In Heaven There Is No Beer, auto-explicativa.
- Em algum outro momento, o frontman (o violinista de kilt, óculos de sol e gorro) fez um desafio: quem soubesse qual música eles estivessem tocando ganhava um CD da banda. Era Smooth Criminal do Michael Jackson. Fora que teve uma parte que ele tocou Charlie Brown Jr. Mistureba total. Ah, e teve a música do Super Mario Bros.
- A única pessoa de quem sabemos o nome na banda é o Edgar. Que contou piada duas vezes (e ninguém entendeu). Mas todo mundo riu do mesmo jeito.
- O melhor estava para o fim. Do nada, mas do nada mesmo, surge o frontman com uma gaita-de-foles. Surgem dois questionamentos. Primeiro, ele tem uma gaita-de-foles. Segundo, ele sabe tocar uma gaita-de-foles. Fez questão de desfilar no meio da galera tocando o tema de Star Wars.
Resumindo: a banda quer divertir e se divertir. Isso é bom, sem pretensões. Claro, não pode fazer som ruim. E isso eles resolveram bem, eles sabiam o que estavam fazendo. Aquela bagunça meio St. Patrick’s Day, meio Piratas Do Caribe agradou, levou a moshs, dancinhas coletivas, trenzinho, quadrilha – uma beleza. E o cara tem carisma, fez piada, entusiasmou. Nem deu para ver o tempo passar. Valeu a ida acidental.
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