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Marisa Monte para exportação

A pessoa escolhida para eu citar quando alguém me pergunta de música brasileira

por Luiz Fukushiro
17 agosto, 2008

Algum pensador por aí alguma vez disse que a pessoa é a cultura que ela carrega. E música é cultura certo? Por isso quando os japoneses todo curiosos vêm me perguntar sobre a música brasileira (depois de perguntar sobre o clima óbvio, isso é bem japonês – mas clima é cultura? enfim) eu vejo que eu não escuto muita música brasileira a ponto de dizer com convicção: “isso é o puro creme da música brasileira”.

Eles perguntam do samba, da bossa nova (que aqui é um sucesso inexplicável), da salsaPode ficar mais tranqüilo se você confundir um coreano com um japonês agora, porque para eles, América Latina é quase que um país só. Teve um infeliz que me perguntou se rumba e chá-chá-chá eram ritmos brasileiros e de qualquer coisa rebolativa. Ah sim, alguns se lembram da lambada, porque o Kaoma chegou salsaisso vale um post: tem versão japa de Dançando Lambada em japonês..

Mas eles querem mais: eles querem nomes. Quem são os grandes nomes da música nacional contemporânea, no sentido literal da palavra, da música que a gente escuta e vai ver ao vivo e ouve na rádio?

Isso porque tem sempre os clássicos: Caetano Veloso, Gilberto GilConheci um cara que tem uma banda de reggae e de outras influências latino-americanas que confessou adorar o Gil. E não sabia que ele é foi ministro., João Gilberto, Tom Jobim, Elis Regina e uma lista imensa que não teria fim. Mas essa lista peca porque todos esses clássicos não têm na atualidade uma música que os represente mais do que representaria as antigas. Voltemos então ao nosso rádio de todo dia.

Pensei em algum momento na Ivete Sangalo. Ela é poderosa, seja no palco ou seja nos números – de vendas, de público, de hits. Eu particularmente gosto dela, fui a dois shows divertidíssimos, iria em mais ene deles. Ela é simpática, aquilo que chamamos de “bem brasileira”: emotiva, sorridente, apaixonada, vibrante. E a música é boa, vai. Ou vai dizer que você nunca sentiu pelo menos uma vontadezinha de gritar “poeiraaa” em algum momento?

Acontece que aí entra um fator pessoal: eu não quero falar de nada rebolativo. A Ivete não é rebolativa, ou seja, ninguém se lembra dela porque ela rebola na boquinha da garrafa ou porque ela segura o tchan – no máximo a gente grita “Ivete mostra as coxas”. Mas ao explicar de onde ela veio, não tem como fugir do maldito termo axé. Nada contra, tem teve seu valor em algum momento. Mas poxa… isso vai representar nosso país para pobres japoneses.

Nosso rock anda falido, isso é quase um fato. Vale mais a pena comentar o rock argentino do que o nosso. De sucesso internacional, temos sempre o CSS – mas você não sente um clima de coisa típica ouvindo Alala – e Bonde Do Rolê – mas por que falar de uma banda que é uma adaptação de um ritmo, no caso o funk carioca? melhor falar logo da Gaiola Das Popozudas logo de uma vez.

Depois de falar tudo isso, venho logo ao ponto central da conversa, o que gerou este post. Ouvindo minhas músicas em modo aleatório, acabei caindo na Marisa Monte. Era Diariamente. Uma música simples, mas de uma beleza sem igual.

Num momento epifânico, me veio à mente de que Marisa seria um ótimo nomeSó para começar, é fácil de eles repetirem e memorizarem. Isso porque não tem encontros consonantais. para citar aos japas. Ela tem a coisa da brasilidade, misturando samba, rock e sons regionais (odeio esse termo, mas não me veio outro). Não é um sucesso isolado, teve e tem uma carreira consistente, enche casas de shows e vende que é uma beleza, mesmo na audácia/pachorra/ousadia de lançar dois discosA dizer, Infinito Particular e Universo Ao Meu Redor, de 2006.. É dona de seu catálogo, não depende de gravadoras.

Musicalmente falando, além da mistura toda, tem uma voz bonita e treinadaLiteralmente. Ela estudou canto lírico., produção quase que impecável em seus discos. E mesmo assim não é hermética, é palatável a um bom público, dada a leveza de suas músicas e da intersecção de vários ritmos que levam a pessoas de diferentes gostos se encontrarem sem querer em Marisa Monte . Ela rende alguns hits (quem nunca cantarolou “amor, I love you” por aí?), aparece na MTV, é lembrada por sua música e não por seu sucesso, vida amorosa, partes ressaltadas do corpo ou algo do tipo.

E o melhor – já fez show em Tokyo, o que dá toda uma referência. Vale dizer que, especificamente aos japoneses, a proximidade de peso em relação à bossa nova, faria com que eles ouvissem numa boa os discos de Marisa.

Enfim, chega, babei um ovo para ela agora. Só espero que os japas gostem.

 
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A agenda de shows, hum, “ortodoxa” do Fistt

Sobre como uma banda se esforça para chegar no topo e acaba caindo no metrô Bresser

por Silvana Salles
3 julho, 2008

Só uma observação rápida sobre o Fistt. Recebo os releases deles. Não me julguem por isso. Em um dos e-mails recentes, dei uma olhada na agenda de shows da banda. No fim do mês eles tocam no Cervejazul, na Mooca.

Pergunto-me a mim mesma: eles estão gastando dinheiro com assessoria de imprensa pra tocar no Cervejazul??? Ainda se fosse um Kazebre, vá lá…

 
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Ela beijou uma garota, e daí?

De como Katy Perry fez o que Jill Sobule fez há um tempão

por Luiz Fukushiro
26 junho, 2008

Ai, esse mundo, como ele dá voltas. Eu vi que a emergente musical Katy Perry tá fazendo um sucessinho nos Estados Unidos por conta de uma música chamada I Kissed A Girl. E adoro quando o povo fala que causa polêmica, seja lá o que isso signifique. Poxa vida, ninguém se lembra da Jill Sobule cantando a canção de mesmo nome? Enfim, vale comparar o refrão das duas.

Este é um dos refrões da musiquinha da Jill:

And we laughed at the world
They can have their diamonds
And we’ll have our pearls
I kissed a girl (for the first time)
I kissed a girl (and I may do it again)
I kissed a girl
I kissed a girl

(…)

But I’m so glad
I kissed a girl

Esse é o da Katy:

I kissed a girl and I liked it
The taste of her cherry chap stick
I kissed a girl just to try it
I hope my boyfriend don’t mind it
It felt so wrong
It felt so right
Don’t mean I’m in love tonight
I kissed a girl and I liked it
I liked it

Note que, fora a piadinha/metáfora dos diamantes e pérolas, a primeira música é bem mais polêmica, porque a menina se descobre, ela está orgulhosa. A segunda é só uma farofeira curiosa. E mesmo assim tá na parada e “fazendo polêmica”. Mas muito last decade tudo isso.

 
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Donna Summer renovada

O que o Photoshop não faz com um diva?

por Luiz Fukushiro
7 junho, 2008

Gente, alguém viu a capa do disco novo da Donna Summer? Ela parece que saiu do Destiny’s Child pela idade que aparenta. Conservada? Não, photoshopada. O blog Photoshop Disasters denunciou:

DONNA SUMMER, em \"Crayons\" totalmente photoshopada

 
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Manifesto Anti-MTV

Como se irritar com uma emissora juvenil depois da puberdade

por Silvana Salles
19 maio, 2008

Ok, que a MTV nunca passou de um embuste absolutamente comercial, todos sabemos. Mas eis que eu abro a minha Folhateen (sim, eu tenho 23 anos e ainda leio a Folhateen) hoje e me deparo com um anúncio do show do Avenged Sevenfold em São Paulo.

O show acontece no próximo dia 29, no Citibank Hall, e tem apoio da emissora. “O novo metalcore da Califórnia”, diz a peça publicitária.

Pergunta nº 1: cadê o metalcore? Meus ouvidos acostumados com coisas mais pesadas conseguem apenas classificar a banda em questão como farofada. E nenhum cover de Pantera que eles gravem vai me fazer mudar de opinião.

Mas deixando a qualidade duvidosa do som dos caras de lado por um momento, não é curioso que a MTV resolva apoiar um show desses poucos depois de lançar a modinha “from UK” como a próxima grande novidade? Afinal, meses antes, a estética dos caras não seria coerente com o momento “razões e emoções” do universo adolescente brasileiro. E, não fosse pelo golpe publicitário, nós poderíamos ter passado sem essa nos nossos palcos - afinal, nunca conheci um fã de metalcore de verdade que passeasse por aí com Avenged Sevenfold no iPod.

E é por isso que a MTV tem me irritado ainda mais depois de adulta do que me acontecia aos 16 anos. Enquanto eles se esforçam para convencer seus fiéis espectadores a comprar a nova galinha dos ovos de ouro da indústria pop, os espaços, selos e agências independentes se mobilizam para trazer ao país bandas de verdade, como The Black Dahlia Murder, Eths, Poison The Well, Terror e outras.

 
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De Pernambucanas a Banco Nacional

Um site para quem gosta de jingles

por Luiz Fukushiro
17 maio, 2008

Recebi uma diquinha boa de uma amiga: para quem gosta de jingles, tem um site bem legal, o Clube do Jingle.

Além de ouvir as musiquinhas, dá para conferir entrevistas com os “jinglistas”. Vale dar uma passada.

 
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Pelo menos bizarro

Povo nada a ver com música se traveste de gente importante do pop

por Luiz Fukushiro
14 maio, 2008

CAUÃ REYMOND se traveste de COURTNEY LOVE
Vai, agora enche a cara e joga um sapato nos papparazzi.

Celebridades brasileiras se submeteram a um mico bem interessante: fazer aquela coisa bem comum de você virar uma outra celebridade, coisa que a finada revista da MTV fazia mensalmente. Mas poxa, tudo isso para divulgar um blog?

Sugiro que os corneteiros deste blog façamos o mesmo. Mas eu não quero ser a Courtney Love.

Vale fazer uma listinha do povo travestido:

  • Courtney Love – Cauã Reymond
  • Michael JacksonLeilah Moreno
  • MadonnaFiorella Mattheis
  • Ozzy OsbourneCarmo Dalla Vecchia
  • Gene Simmons (Kiss) – Fábio Assunção
  • Elvis PresleyJuan Alba
  • Jim Morrison (Doors) – Sérgio Abreu
  • David BowieMarcelo Novaes
  • Sid Vicious (Sex Pistols) – Rodrigo Veronese
  • Jimmy HendrixJonathan Haagensen
  • Puff DaddyNívea Stelmann

(Sorry, mas não conheço metade desse povo.)

Eu só queria saber quem considerou o Puff Daddy para entrar nessa lista. Tanto artista do gênero mais marcante… Se bem que tem a Courtney, né?

PS.: Na matéria dizia Puff Daddy, mas o nome dele agora é só Diddy.

Confira aqui as fotos todas.

 
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Qual é a do sovaco?

Um pequeno comentário sobre as capas de Mariah Carey

por Luiz Fukushiro
9 maio, 2008

Confira o melhor do sovacão de MARIAHOuvindo E=MC2 e reparando em Mariah Carey toda glamourosa na capa, percebi não só que as músicas são uma continuação de The Emancipation Of Mimi, mas também que a pose é bem similar, com o braço para cima, axila esquerda à mostra. Fui então relembrar as capas de Mariah.

Charmbracelet mostra a diva berrante em um sorriso amarelo. Mas se repararem bem, ela está com o braço esquerdo levantado (tem um pedacinho ali, à mostra).

Em Glitter, os dois braços estão levantados, mas não rola um sovaco. Em compensação, na capa de Rainbow, estão os dois. Nos álbuns mais antigos, nada de bração levantado.

Indo a fundo nesta análise, passemos aos singles: My All, I Still Believe, Thank God I Found You, Loverboy, Say Somethin’ – todos têm bracinho pra cima. Isso dá mais de 50% de capas de singles pós-1998 featuring sovaco.

Dando um google básico, vamos tentar descobrir o que isso significa. Para começar, levantar o braço realça os peitos. Levantar o braço esquerdo realça o lado esquerdo, o coração. Mariah está abrindo o coração a você. Mas cuidado: ela está mostrando o cotovelo, que é uma arma. E está apontando para a gente. Então é algo assim: eu abro meu coração, mas não enche o saco que eu te mato. Sim, ela tem o poder, porque as fotos são tiradas sempre por baixo, dando a idéia de que a diva é muito maior e poderosa. É o poder do sovacão de Mariah Carey.

 
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Esta corneteira não é uma mulher de fé

O que esperar de Chinese Democracy?

por Silvana Salles
11 abril, 2008

Fiquei pensando sobre o Chinese Democracy. Será que o primeiro a publicar que o álbum está pronto deu um furo ou um furo n’água? Axl Rose demorou 14 anos e gastou 13 milhões de dólares para concluir o álbum. Meu ceticismo me permite apenas especular o seguinte: ou é tudo boato mais uma vez e Axl vai morrer tentando, ou o disco vai ser uma grande porcaria.

Enquete: o que você espera ver no mítico novo álbum do Guns N’ Roses? Será a grande obra do milênio ou o fiasco máximo da história do rock?

Meu voto vai para a inclusão de uma versão repaginada de November Rain, com novo nome e reaproveitamento dos versos “and when your fears subside/and shadows still remain/I know that you can love me/when there’s no one left to blame”.

Vote você também já!

 
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Questão de estilo. Ou falta dele

De como Scott Weiland passou mais tempo no cabelereiro do que eu e você

por Silvana Salles
8 abril, 2008

Algumas horas de ócio no MTV Overdrive me serviram para observar algo interessante sobre a estética visual de algumas bandas e artistas com mais de década de carreira. Scott Weiland, por exemplo, é notório por passar mais tempo no cabelereiro em um ano do que eu ou você passaremos na vida. As mudanças de corte e cor de cabelo, as roupas que variaram do grunge ao glam ao drag queen desde 1992, tudo isso deu razoavelmente certo desde os primórdios do Stone Temple Pilots até hoje, com a volta do mesmo.

O mesmo não acontece com Ed Roland, do Collective Soul. Em 1994, época do clipe de Shine,o cara tinha um cabelão castanho enorme e se vestia conforme mandava o figurino grunge de então.

Depois, em 1997, como podemos ver no clipe de Precious Declaration, o cara cortou o cabelo na altura do ombro e começou a vestir aquelas camisas de cores e estampas toscas que só caiam bem no Gavin Rossdale, do Bush - que, aliás, tanto não pagava de limpinho que uma reportagem sobre a banda publicada em uma Bizz daquele ano descreveu com clareza seu cabelo ensebado e unhas sujas.

Em 2000, a modinha da falta de banho já tinha caído e o negócio era ser gatinho tipo Califórnia. Roland não teve dúvidas: tosou as madeixas e ficou inexplicavelmente loiro. O clipe de Why Pt. 2 mostra como também a banda fez um lifting na estética: os caras aparecem tocando em uma festa cheia de adolescentes/pós-adolescentes modeletes fritando. Sinceramente, não lembro de uma banda que esteve na ativa entre 1998 e 2001 que não tenha gravado um videozinho nesse estilo. Talvez o Radiohead.

COLLECTIVE SOUL AfterwordsMas a coisa não pára por aí. O Collective Soul lançou ano passado um álbum de nome Afterwords. Logo na capa do trabalho, há um Ed Roland ainda mais loiro, com um corte de cabelos meio “pára-quedas”, devidamente cheio de mousse.

Moral da história: a moda é pra poucos, mesmo entre rock stars.

 
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Rock in onde?

Rock In Rio Madrid, Rock In Rio Lisboa, Rock In Rio… Rio?

por Luiz Fukushiro
27 março, 2008

Depois do Rock In Rio Lisboa, agora vai rolar o Rock In Rio Madrid. Eu acho isso muito estranho. Quando for no Rio vai ser Rock In Rio Rio de Janeiro? Aliás, vai ter mais Rock In Rio propriamente dito?

 
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Ken Leeee!

A saga de Valentina Hassan, a mais nova estrela búlgara

por Luiz Fukushiro
20 março, 2008

Vai ser maior que você: certamente Ken Lee não vai querer sair da sua cabeça.

Todo mundo com quem eu troquei uma idéia sobre American Idol e seus filhotes mundo afora diziam que a melhor parte era a da seleção de candidatos. Na primeira semana, exibe-se os candidatos à banca examinadora, que diz se eles vão ou não vão a Hollywood (no caso do American para ali passarem por mais uma eliminatória até o programa em si).

É a melhor parte porque é certamente a mais engraçada. E um desses testes, da versão búlgara do programa, o Music Idol, bombou na internet nesta semana. A então candidata Valentina Hassan cantou uma música de Mariah Carey que ela dizia chamar “Ken Lee”, que Esil Duran, a Paula Abdul deles, corrigiu, dizendo ser Without You. Valentina insistia em “Ken Lee”.

E cantou. “Ken lee, tulibu libu douchoo”, para o espanto da banca. Não deu outra: Valentina foi eliminada e virou hit da internet. Bobos que não eram, a bTV, que exibe o programa, chamou Valentina de volta, entrevistou-a, e “Ken Lee” voltou, com um inglês melhorado. Mas todo mundo queria o “tulibu libu douchoo”.

Sucesso mundial, mais que provavelmente terá o vencedor do Music Idol, ainda não revelado. Remix techno, pessoal cantando em casa, até versão new metal. Então agora aproveite e curta uma playlist do YouTube com o melhor de Valentina Hassan, incluindo a original de Mariah Carey, que, depois de tanto “ken leee”, parece que canta errado.

 
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Lindsay e J-Lo cheias de gás

Bonecas infláveis para os fãs de cantoras

por Luiz Fukushiro
14 março, 2008

Quer um amor inflável em formato da sua cantora favorita? Já existem bonecas infláveis que imitam Lindsay Lohan e Jennifer Lopez (com o maravilhoso slogan “booty from the block”!). Veja no link que a semelhança é zero.

 
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Soa meio caça-níquel

Nem vem com essa carinha, não senhor, porque não convence.
Quem gosta (ou pelo menos acompanha) o senhor Morrissey, ouviu e ficou feliz com a volta do quarentão em seus dois discos inéditos pós-2000: You Are The Quarry e Ringleader Of The Tormentors, respectivamente de 2004 e 2006. Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas aí [...]

por Luiz Fukushiro
17 fevereiro, 2008


Nem vem com essa carinha, não senhor, porque não convence.

Quem gosta (ou pelo menos acompanha) o senhor Morrissey, ouviu e ficou feliz com a volta do quarentão em seus dois discos inéditos pós-2000: You Are The Quarry e Ringleader Of The Tormentors, respectivamente de 2004 e 2006. Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas aí surge um Greatest Hits que merece uma análise.

Quatro são de YATQ, outras quatro de ROTT, duas de Viva HateAdivinha quais? Suedehead e Everyday Is Like Sunday. Super surpresa. e uma de cada um dos álbuns: Bona Drag, Vauxhall And I e Live At Earls Court. Ah sim, duas inéditas – porque agora não existe um greatest hits sem já incluir o que será o próximo.

Ou seja, três músicas clássicas do Morrissey, outras dez recentes, duas inéditas. Ok, já que ele já lançou um monte de compilações que cobrem seus seis discos de inéditas entre o início de sua carreira-solo e seu retorno em 2004. Mas peraí, colocar Suedehead, Everyday Is Like Sunday e The More You Ignore Me, The Closer I Get, deixando de lado qualquer música de Your Arsenal, por exemplo?

Soa-me estranho. Parece meio caça-níquel, soltar a isca e ver que, quando todo mundo está lá no meio do “I’m sooo sorry”, já levou o álbum todo. Mas não é de todo mal: as duas inéditas, That’s How People Grow Up e All You Need Is Me são boas. Morrissey deixou de lado de vez a sua dramaticidade até meio folclórica e parece que tem até alguma raiva. Decidam por vocês, nessa coletânea duvidosa.

 
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Música Acadêmica

Sempre me achei um tanto quanto eclético. Talvez eu seja quadrado demais

por Henrique de Brito
10 fevereiro, 2008

O Centro Cultural da Juventude fica do lado do Terminal Cachoeirinha. É um lugar enorme no fim da Zona Norte de São Paulo e que recebe todo tipo de iniciativa cultural, geralmente de gente da região.

André Asai, Guilherme Lunhani e Tiago de Mello realizaram o lançamento da sua instalação Um Homem No Teto – que ainda não estava pronta – com a “apresentação de alguns amigos”.

Então o público pôde conhecer um pouco do que os estudantes universitários de música – USP, Unesp, Unicamp – andam fazendo por aí. Nada usual, por sinal.

O fator principal é a improvisação, presente em quase todas apresentações. Guilherme e Tiago começaram com aquele viajando com uma rabeca e este filtrando, dobrando, retorcendo tudo no computador. A eletrônica foi outro ponto importante das performaces.

Os dois foram rápidos e não prepararam direito o público de amigos, conhecidos e parentes. Com percussões regionais, voz de tenor, caretas e letras que eram uma mistura de Milton Nascimento e Dead Fish, o quarteto Movimento Brasilidade entrou no meio da roda. O problema era o bumbo, que cobria quase tudo – e a velhinha japonesa tapou os ouvidos com um lenço de papel. Isso foi o mais usual da tarde, entre insultos lidos à platéia ao som de um shamisen distorcido e uma apresentação de flauta transversal distorcida.

Depois Fernanda Aoki, Bernardo Barros, Henrique Iwao e Mário del Nunzio apresentaram seu Kensho: “uma sequência de texturas sobrepostas”. E vale o que puder fazer barulho num microfone, desde raspá-lo no chão, até a leitura sussurrada de trechos de livros – William Blake, por exemplo (mas não dava pra entender). Cadeiras arrastando, apitos diversos, chaves, conchas, o diabo também fizeram parte do exercício. É legal de escutar, engraçado, mas dá sono.

Mário (guitarra) e Henrique (teclado) voltaram depois para sua improvisação final. Eles, com Lucas Araújo ao baixo foram o Trio Marco04. Rodrigo Montoya, com uma antena de automóvel, um pedaço de isopor, um shamisen e um violão também participou.

E a coisa durou meia hora, sem que ninguém “tocasse” – de uma forma mais, digamos, normal. O movimento frenético da palheta nas notas mais agudas da guitarra, o isopor nas cordas do shamisen ou a antena soando o violão, tapas violentos no baixo e o teclado distorcido, retorcido.

Não dá pra negar que tem uma sonoridade que chama atenção. Mas por uns cinco minutos. Depois disso, é tortura. Só que por meia hora o quarteto se empolgava e se acalmava, ia e voltava, e somente parou - ainda bem! - porque a organização percebeu que o público queria cortar os pulsos.

E, ao final, o melhor comentário – entre risos, mas sincero – para o estudante da Unesp e organizador da instalação e dos shows Tiago de Mello: É isso que vocês andam aprendendo na faculdade?

 
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Misturando o útil e o agradável (?)

Carnaval é sempre época de ressuscitar aquelas marchinhas todas conhecidas por todo ser vivo residente no Brasil, mesmo que por difusão, implante cerebral ou tortura de guerra. Sempre aquele mesmo ritmo, aquela rima fácil que induz ao duplo sentido, a mesma dancinha. Mais ou menos a fórmula do nosso querido funk carioca.
Pois é. O dono [...]

por Luiz Fukushiro
6 fevereiro, 2008

Carnaval é sempre época de ressuscitar aquelas marchinhas todas conhecidas por todo ser vivo residente no Brasil, mesmo que por difusão, implante cerebral ou tortura de guerra. Sempre aquele mesmo ritmo, aquela rima fácil que induz ao duplo sentido, a mesma dancinha. Mais ou menos a fórmula do nosso querido funk carioca.

Pois é. O dono de uma mente assaz capciosa notou essa semelhança estrutural e resolveu lançar um álbum de marchinhas revisitadas a partir do filtro do funk carioca.

O álbum é de 2007, mas é algo assim, para a vida inteira. Vale destacar a versão de Mamãe, Eu Quero com a Gaiola Das Popozudas, que consegue manter o lado lúdico da música e transpô-la para um segundo sentido fácil mantendo um pouco da musicalidade das marchinhas, um pouco do pancadão. Talvez a melhor do álbum.

As outras versões ficaram um pouco esquisitas. Parecem apenas as marchinhas, cantadas pelas grandes estrelas de nosso funk, como Latino, Mr. Catra e MC Leozinho. Ou seja, um sambão com um tamborzão. Mas não deixa de ser cômico. Afinal, carnaval não é algo para se levar a sério.

 
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O legal de ser sincero é poder escrachar os outros

Ontem à tarde, comprei para fins de pré-apuração a edição de novembro de uma certa revista de gosto duvidoso (não, não era a Veja) que trazia entrevista com o vocal do Are You God?. Vou reproduzir aqui um trecho que achei absolutamente genial no qual o cara fala sobre o disco deles, batizado de Miranda:
Além [...]

por Silvana Salles
30 janeiro, 2008

Ontem à tarde, comprei para fins de pré-apuração a edição de novembro de uma certa revista de gosto duvidoso (não, não era a Veja) que trazia entrevista com o vocal do Are You God?. Vou reproduzir aqui um trecho que achei absolutamente genial no qual o cara fala sobre o disco deles, batizado de Miranda:

Além da peculiaridade deste título, o CD em si já é um atrativo à parte, já que ele foi propositalmente embalado de uma forma que a pessoa que comprar o CD terá que rasgar a embalagem e o encarte para poder ouvir o disco. (Grifo meu: revisão zero esse povo.)

Fizemos porque achamos muito imbecil o cidadão comprar o CD se ele pode ser baixado de graça pela internet.

Outra observação: entrem no MySpace da banda e vejam a capa que eles colocaram pra esse disco lá. Ela aparece no player, ao lado dos nomes das músicas. Leitores ligados no business da música brasileira (ou telespectadores assíduos do SBT) sacarão a brincadeira.

 
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